
Poema do Amanhã
Sinto-me tão só
E o céu se abre diante de mim
Flores desabrocham em meio a algum jardim
Uma leve chuva a cair
E meus olhos encharcados vislumbram o fim.
E a solidão?
É a solidão!
Só então...
Eu comigo
Sem proteção ou abrigo
Sigo entremeando abismos.
Às vezes choro de emoção
É errado fraquejar?
Em outras tantas me acompanha a solidão.
A aurora traz consigo o sol, que ainda insiste em raiar
Sem saber de fato a direção
E o motivo pelo qual caminhar
Me abro sem reservas ao que há por vir
Mesmo que novos cortes cubram minha fronte
Serão essas, marcas de uma existência a passar.
Sinto falta de uma mão a me tocar
Acariciando os cabelos e o rosto
Tocando alma e coração
Fazendo-os fênix dispostos a lutar
Ressurgindo em nós a sensibilidade em viver
Sentindo o quão belo é o brilho do luar
Quando se tem alguém especial com que se possa compartilhar.
Rodrigo Costa Lima
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