quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

SONHO PARA UM AMOR QUE VIRÁ



Acaso Meu Olhar Te Encontre


Não é cedo
Nem tarde
A minha alma precipita o infinito
A solidão não aquece

Somente arde...


Na amplitude, imensidão
Versos que faço
Calam meu coração
Já não ouço minha voz
Dilacerante silêncio
Em um tempo perdido
Onde estamos nós.


É tempo querida
De lançar-se a avenida
Experimentar da alegria
Que embriaga e alucina
E se quiseres
Tomo-te em meus braços
Faço-te morada minha
E por um instante
Encontrarei alegria.


Quero te mostrar as estrelas
O caminho deixado por Deus
Para que nunca se esqueças
Do quanto és feliz.


E do caminho a seguir
Se puder contar contigo
Irei além do adeus
Ao revés do destino
Que sempre me vê partindo
Sozinho...

Haverás de habitar
Num segredo revelado
No silêncio onde me vejo sorrindo
Nas horas a passar
Numa flor, dotada de vida e de encanto
Serás alegria, nunca a tristeza que alimenta meu pranto.


Perceberás
No momento exato
Onde seu olhar encontre o meu
Que a poesia desse encontro
Nunca me pertenceu
Na magia dessa ocasião
Pronunciaremos algumas breves palavras
E ante a mais sincera promessa
Serás para sempre minha
Serei para sempre teu.

Rodrigo Costa Lima

domingo, 17 de janeiro de 2010

SONHO INTENSO, INTENSAMENTE SONHAR




Poema Dilacerante

Tenho sentado, esperado
Feito o meu melhor
Seguindo, perdido
Estando só
Indo a diante
Sem saber se o horizonte
Será melhor ou pior...

Tenho tentado esperar
Não me enganar
Viver e estar aberto para amar
Mas não consigo
O medo inflama minha alma
Indo a mercê da sorte
Na esperança de reencontrar o que me movia
Meu rumo, meu norte.

Eu me lanço, pergunto
Ouço, finjo não me importar
Eu continuo
Mesmo sem saber
Sem querer
Estando fraco
Choro, em silêncio imploro
Um sorriso distante
Uma mão que me alcance
E se irei
Onde estou?

Tenho em mim a graça da vida
Preservo a poesia
Mesmo que marcas evidenciem as feridas
E delas surjam palavras tristes
Ceifadas do momento em que eram felizes e altivas
Mas não hei de sucumbir em chamas
Tenho meus sonhos, meu coração, minhas lágrimas
Minha esperança, meu abrigo
Tenho aqueles que amo,
Minha família, meus amores, meus amigos.

Eu irei!
Mesmo que fraqueje
Que chore, que siga sempre só
Conseguirei!
Suportando toda a dor
De um poeta solitário
Que tomou os sentimentos nas mãos e soluçou de amor
Estou convicto
De que onde pise, onde for
Meus sonhos serão meus
Mas meu coração,
Este nunca me pertenceu...

Rodrigo Costa Lima

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

SONHO PARA 365 DIAS




Intensamente

Eu quero um ano novo!
Não tudo de novo
Quero ir ao encontro daquilo que esqueci
Viver o que eu ainda não vivi
Desejo mais sonhos e poesia
E por isso mesmo, mais alegria
Que no silêncio de cada gesto
Descubramos amor e nele, harmonia
E assim, renovemos os laços que aquecem a vida
Coragem! Nada de covardia!
Ânimo, ao invés de apatia!
Sensibilidade sem vaidade
MAIS CRIATIVIDADE!
PEITO ABERTO!
MATURIDADE!
FELICIDADE!

FELIZ 2010!!!

Rodrigo Costa Lima

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

SONHO DE TEMPOS ATRÁS




Desejo a todos um FELIZ NATAL, repleto de reflexão e amor! Que ousemos SONHAR cada dia mais, e como escreveu Vander Lee: "QUE PALAVRAS SEJAM GESTOS, GESTOS SEJAM PENSAMENTOS DA VOZ QUE MOVE NOSSOS CORAÇÕES!". Com o tempo aprendi, que julgamos o outro a partir daquilo que somos, eis um convite para  que busquemos nos abrir mais as situações a nosso redor, livre de preconceitos e rancores. Termino com a seguinte estrofe: 


                      "Que o desprezo que nos cerca
         Fortaleça essa canção,
          E que o nosso egoísmo
          Se transforme em união.
              E onde o amor for infinito,
                    Que eu encontre o meu lugar.
                   E que o estorvo da maldade,
             Não me impeça de voar.
"
                  (Oração do Horizonte - Detonautas)





Palpitações

Os versos que componho
Já não “saem” com vontade
Não soam com vivacidade
Com a qual me habituei.
Me vejo entregue a saudade
Nesse encontro de tempos em tempos
Busco evitar o medo que a felicidade traz consigo
E novamente os versos já não fitam a realidade
Um suspiro evidencia o baluarte dessa dor
Estou só e volto a falar de amor.

Rodrigo Costa Lima

sábado, 12 de dezembro de 2009

MADRUGANDO SONHOS




Outros Outonos

Havia silêncios no olhar da moça
Além do brilho
Ela parece saber alcançar as estrelas
Essas que tanto almeja.

Ela caminha,
Tendo o mundo em suas mãos
O olhar da moça diz
Em certos momentos, engana
Pois pode sorrir, embora deseje chorar
Mas não se pode prever
O que ele trará, nem tão pouco onde estará.

Mulher de tempos maduros
De sonhos, imagens, vontades fortuitos
E onde quer que se revele
Haverão de ficar resguardadas as marcas
Do tempo, vento
Daquilo que impulsiona e impele.

E a moça certamente vai
Levando consigo o olhar
Que engana, encanta, fere, admira e faz sonhar
Chegará onde encontre pouso seguro
Acreditando ter consigo o pote de ouro
Que beira o arco-íris
Dará forma a seus sonhos
Concebidos neste final de primavera, início de outros outonos.


Rodrigo Costa Lima
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Homenagem a uma amiga muito querida, Renata Siqueira.