sábado, 21 de dezembro de 2013

Dawson'S ONHOS


Olá amigos, paz e bem. Nesse post divido com vocês uma das melhores séries que já assisti. Dawson's Creek.



Ela é a prova cabal de que simplicidade e bom gosto são sinônimos correlatos. O enredo é entremeado por muita sensibilidade, poesia, ingenuidade, amor e questões existenciais. A trilha sonora traz a tona toda carga emocional das cenas. A fotografia complementa essa atmosfera, enunciando conflitos ou destacando-os de modo sutil. O cenário emoldura as passagens, por vezes, no meu ponto de vista, chegando a ser a extensão da alma de algumas personagens. Abaixo alguns exemplos:






O seriado foi exibido entre 1998 e 2003 e retrata as histórias de um grupo de amigos norte-americanos desde o colegial até parte da fase adulta. Isso claro, é pano de fundo para o cotidiano retratado com tamanha profundidade. Essas questões são de ordem técnica, não sou nenhum cronista, elenquei elementos que percebi e fizeram todo sentido na minha percepção do seriado.

Um dos pontos que mais me cativaram tanto, é proximidade real com a qual conhecemos as personagens, em seus gestos, escolhas, dilemas e dramas.










Tema do seriado:



Não consigo expressar com clareza todas as emoções que senti ao assistir Dawson's Creek, nesse momento recordo-me de Mario Quintana: "Não tem porque interpretar um poema. O poema já é uma interpretação". Algumas coisas são mesmo pra sentir. Em suma, através dessa obra pude reviver, recordar um passado não tão distante onde os sentimentos eram valorizados, os olhares compreendidos, inocência e coragem dando forma aos seus ideias. Assim, alimento minha vida do que considero substancial e verdadeiro. Caso tenha se interessado em assistir, segue o link de um site onde vocês encontrarão todas as temporadas: http://www.filmesonlinegratis.net/dawsons-creek-todas-as-temporadas-dublado-legendado.html

Paz e bem a todos, forte abraço, Rodrigo.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

SONHOS PROSCRITOS



Ode Ao Amor

Curar a dor
É o mesmo que desejar
Rasgar o tempo
Incidir sobre os segundos
(Re)unir palavras
Diminuir pausas
Beber o escuro
Florescer no outono.

Bato a porta do silêncio
Sem haver luta,
Saio ferido.
As flores não aquecem
Não percebo a lua
Encontro-me perdido.

As coisas estão em órbita
Giram em torno às palavras
Os olhos precipitam
E o inverno decide cair.

Posso ser
Ou passo a ser
Passa...
Tantas alcunhas caberiam agora
Nenhuma importa
Nada consola.

Trajetória perdidas
Epítetos proscritos,
Da mesma história.

Ao final,
Tudo torna-se aproximações
Dos nossos momentos
Vividos e agora, pouco a pouco esquecidos
Recontados, parecerão retratos
Que nada falam
Aos laços cativos.

Rodrigo Costa Lima


quinta-feira, 24 de outubro de 2013

INSTRUMENTOS DO SONHAR



Procurei algo
Adormecido em mim
Coragem, otimismo, perseverança, fé...
Algo que devolva a minha face um sorriso
Sem a timidez de quem o é.

Sem o tom mirabolante
Ou inalcançável
A simplicidade para acreditar em algo
E fazer acontecer.

A vida é assim
Você se encontra no mundo
Restabelece metas e prioridades
E tem a dignidade para vivê-las.

Caso contrário 
Vai achar o tempo todo
Que está em busca de algo que já encontrou
E não teve dignidade para concretizar.

Crise existencial só existe para quem sabe o que quer
O resto é egoísmo e preguiça,
Resumindo, é frescura mesmo.


(Rodrigo Costa Lima)

terça-feira, 22 de outubro de 2013

MEU SONHO



O Silêncio que Conforta

Por que ousam perguntar ao poeta
Se ele verdadeiramente ama?
Mal ele sabe ao certo, o motivo e a força das palavras
Por que ousam questionar?

Por que ousam questionar ao poeta
O motivo de seus sonhos?
Se nem ele sabe ao certo o que lhe faz viver
Apenas encontra no breu, a agonia, a companhia
A loucura que o faz sofrer.

Por que ousam indagar o poeta
O motivo de tanta tristeza?
Se mal ele sabe ao certo o que o olhar procura,
Devido a tanta incerteza
Ou por que procura o olhar
E ainda, por que procura olhar...

Por que ousam interrogar o poeta
As razões de seu ofício?
Dirá ele meio desconcertado e oprimido
Desconhecer as razões
Pois vive ele de loucuras e ilusões
Encontrando sentimentos perdidos
Encontrando o amor onde está esquecido
Vendo alegria em um mundo deprimido
E por fim, chorando sozinho...
Em um canto esquecido.


Rodrigo Costa Lima

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

VIVER O SONHO



Vagueio caminhos 
Distantes, distintos 
Estou em busca
Do que fui.

Percorri horas impensadas
Palavras mal postas
Estratégias ignoradas.

Hoje parto em busca do que fui
Sem reviver o passado
Parto em busca de valores e pensamentos abandonados.

Hoje, reaprendo a conquistar
Reafirmo o sorrir
Na dignidade do que sou
Volto a fluir.

Rodrigo Costa Lima