quarta-feira, 30 de setembro de 2009
SONHO DE ALGUM DIA
domingo, 20 de setembro de 2009
REFAZENDO O SONHO
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
SONHO DE SONHADOR
Sobre a prancheta, de cor marrom, tom amarelecido pelo tempo, vejo brotarem palavras, apenas dou contorno ao termo, que se vê preenchido de emoção. Em meio a esse emaranhado de palavras, os sentimentos vão tomando forma enquanto a vida se esvai, de súbito somos felizes, alegria essa sem razão de ser ou existir. Disse certa vez o poeta, “a poesia não se entrega a quem a define”, logo, vivamos com intensidade o presente, sem tantos porquês, evitemos taxações e rótulos, que só nos afastam do real sentido das coisas. Desfrutemos com a energia que ainda nos resta as manhãs, ah sim, as manhãs tem o aroma do nascer, do constante recomeçar e buscar. As manhãs são únicas, unicamente perfeitas, todavia somos nós que não as percebemos assim, sintamos a vida pulsar, desvendemos com vitalidade o mundo que nos cerca, ousemos sorrir e sonhar. Desculpe-me a redundância, mas quero a vida mais vivida e por isso mesmo arisca, é o que nos fala essa tal de sabedoria popular, essa que rejeitamos em nome de um academicismo fajuto e superficial , diz-nos que “quem não arrisca não petisca”, pois que venham as dificuldades, de peito aberto e com a serenidade que nos cabe as enfrentaremos.
Aqueles que acham que estou enganado, que isso não passa de sonhos, devaneios, abstrações inerentes a falta de maturidade, reafirmo minha lucidez e tomo a liberdade de questionar onde está sua felicidade e ainda, o que te faz viver? Não tenha dúvida de que essas respostas serão indicativos claros de até onde conseguiremos seguir e aonde vamos chegar. Indubitavelmente caminhamos passos largos rumo à formatura, onde ostentaremos o título de formados, todavia, história sem sensibilidade é como tivéssemos nas mãos uma ferramenta obsoleta e cega. Eis o que tantos buscam e outros negligenciam, a função social da história, a história em si não tem o poder de alterar nada, são as pessoas que condicionam a ela valor e sentido. Em momento algum a história deve ser o fim, ou seja, o ponto aonde se chega, ela deve nos encaminhar a ações maiores, mesmo que na simplicidade rotineira de uma sala de aula, eis história e sensibilidade trabalhando juntas concebendo concomitantemente a função social da história.
Rodrigo Costa Lima
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
POR VIVER E SONHAR
FÁCIL MENTE!
De súbito,
Resta-nos um pouco de paz
E mesmo sem saber para onde seguir
Não se pode deixar de partir.
De certo,
O momento exato das palavras
Seja aquele oposto a existência
No silêncio
No revés de toda culpa
A revelia de todas as emoções.
Apenas ouve o que te digo:
Remodela teu destino
Pelas vias firmes do constante acreditar
Sede sempre esperançoso,
Nunca rancoroso
Faça de teus sonhos um mundo novo
E mesmo que nunca consigas
Já terás encontrado teu precioso tesouro.
Por fim,
Entenda que solidão não é estar só
É antes não ter com quem contar
É estar em silêncio e não conseguir calar
É ser o que se pode ser
E não reconhecer seu caminhar
É ser poeta e não conseguir amar
É dizer-se sonhador e não conseguir sonhar
É ter vida ante ao olhos e não enxergar.
Mas no gosto
No gesto
No afeto sincero
Nessas coisas “miúdas”
Essas que com o tempo não se muda
Que perduram ao inverso da idade
E que nos invadem
Nos arrebatam o peito
Desse trem danando de doido, chamado saudade!
Rodrigo Costa Lima
sexta-feira, 24 de julho de 2009
SOB O SONHO
Ser e Estar
"Quando a noite cai
Eu volto aqui
Onde sempre estou
Quando o sol se vai
Eu volto a ser
O que sempre sou
Um homem só"
(Um Homem Só - Capital Inicial)
Olho aquela montanha
Como se fosse à última vez
E o faço, com o olhar deslumbrado
Como se fosse o primeiro contato
Daquele eterno encanto que nunca desfez.
Se sei alguma coisa?
Sei nada não senhor...
Vivo dos sonhos
De se ser sonhador
De coisas futuras
Das que o tempo levou
De coisas passadas
E do que ainda sobrou
Daquilo que fui, daquilo que sou
Sou as lágrimas
Sou a dor
Sou os sonhos
E os desenganos...
De quem nunca sonhou.
Rodrigo Costa Lima
