
FÁCIL MENTE!
De súbito,
Resta-nos um pouco de paz
E mesmo sem saber para onde seguir
Não se pode deixar de partir.
De certo,
O momento exato das palavras
Seja aquele oposto a existência
No silêncio
No revés de toda culpa
A revelia de todas as emoções.
Apenas ouve o que te digo:
Remodela teu destino
Pelas vias firmes do constante acreditar
Sede sempre esperançoso,
Nunca rancoroso
Faça de teus sonhos um mundo novo
E mesmo que nunca consigas
Já terás encontrado teu precioso tesouro.
Por fim,
Entenda que solidão não é estar só
É antes não ter com quem contar
É estar em silêncio e não conseguir calar
É ser o que se pode ser
E não reconhecer seu caminhar
É ser poeta e não conseguir amar
É dizer-se sonhador e não conseguir sonhar
É ter vida ante ao olhos e não enxergar.
Mas no gosto
No gesto
No afeto sincero
Nessas coisas “miúdas”
Essas que com o tempo não se muda
Que perduram ao inverso da idade
E que nos invadem
Nos arrebatam o peito
Desse trem danando de doido, chamado saudade!
Rodrigo Costa Lima
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