sábado, 31 de janeiro de 2009

SONHO AO INTERIOR


Romaria

Não me fora dado
O poder de mudar destinos
De voltar no tempo
Nem tão pouco diminuir essa dor
Que há tempos sinto.

Não me fora dada chance alguma
E nem a vida ousou me ver feliz
Vivo assim o tempo que tortura
Uma desventura sem fim.

Só me fora dado o dom de sentir
De calar e sorrir...
Transmutar a dor em força motriz
Dos sonhos que tive, compondo a vida que um dia quis.

E para terminar
Agradeço a atenção
A palavras pouco vivas, mas repletas de emoção
E a vida que se perde em cada esquina
Renasce esplendorosa no final de cada estação.


Rodrigo Costa Lima

domingo, 14 de dezembro de 2008

QUESTINANDO SONHOS



Ao Silêncio que Conforta

Por que ousam perguntar ao poeta
Se ele verdadeiramente ama?
Mal ele sabe ao certo, o motivo e a força das palavras
Por que ousam questionar?

Por que ousam questionar ao poeta
O motivo de seus sonhos?
Se nem ele sabe ao certo o que lhe faz viver
Apenas encontra no breu, a agonia, a companhia
A loucura que o faz sofrer.

Por que ousam indagar o poeta
O motivo de tanta tristeza?
Se mal ele sabe ao certo o que o olhar procura,
Devido a tanta incerteza
Ou por que procura o olhar
E ainda, por que procura olhar...

Por que ousam interrogar o poeta
As razões de seu ofício?
Dirá ele meio desconcertado e oprimido
Desconhecer as razões
Pois vive ele de loucuras e ilusões
Encontrando sentimentos perdidos
Encontrando o amor onde está esquecido
Vendo alegria em um mundo deprimido
E por fim, chorando sozinho...
Em um canto esquecido.

Rodrigo Costa Lima

domingo, 30 de novembro de 2008

SONHOS AO AMANHECER



O Inverso do Ocaso

O dia cobria-se de rosa-lilás
Pequenas partículas de chuva, quase imperceptíveis
Tocavam a cidade
Garoa fina, mas trazia vida em seu breve furor.

Pus-me a caminhar
Por esse ambiente silencioso e vazio
Era tarde, a chuva tocava meu rosto
Havia frio
E a alma se lançava a amplitude do sentir...

Os braços soltos
Os olhos dispersos, perdidos ao horizonte
Um simples mortal experimentando a vida
Em seus pecados e ambições
Por entre seus medos caminhava
E em seu silêncio procurava encontrar explicações.

O sabor do belo, do ocaso das estações
Minha estrela não era de ninguém
Aos pés do céu seguia o meu pensamento
Os meus amigos pensamentos
Eu querendo um mundo melhor
Uma vida que se possa ser , sê inteiro !

Eu encontrei o berço dos meus sonhos
Que eram o destino dos meus amores
Da minha forma de querer abraçar o infinito.




Rodrigo Costa - Alan Caeiro (Poeta dos Montes)

domingo, 23 de novembro de 2008

SONHOS CALMOS



Receita do Bem Viver

Deixa o tempo ruir o silêncio
E a saudade invadir o teu peito
Deixe hoje, o mundo como está
Deixe os olhos enamorarem outro olhar
Deite na grama, hoje é dia de luar.

Festeje cada momento, eles estão sempre a passar
Comece a sorrir ao invés de chorar
Prefira sentir ao invés de falar
Apenas ame sem medo de amar.

E a beleza, onde está?
Vem do saber olhar
De mãos dadas com a criança que há em nós
Pois a felicidade é nossa maior riqueza
Não o contrário,
Ela nos vem da certeza
De termos aproveitado os humildes momentos
Encarando-os de fato, como grandes acontecimentos.


Rodrigo Costa Lima

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

FRAQUEJAR SONHANDO


Súplicas de um Sonhador

Desculpem-me
Se tenho andado pouco otimista ultimamente
Se meus sonhos tornaram-se apenas utopias
Inerentes a um velho inconseqüente.

Desculpem-me
Se essas palavras não são tão concisas e contundentes
Se acho melhor me esconder, buscando não mais sofrer
Porém, sofro ainda mais deixando por viver.

Desculpem-me
Por não estar sendo o melhor amigo
Por andar meio frágil
A procura de abrigo.

Desculpem-me
Se ainda insisto em chorar escondido
Esconder meu sorriso
E ignorar o que por vezes preciso.

Desculpem-me
Por dormir tão tarde
Pelas tantas vezes que fui covarde
Ao não resistir a essa dor que me invade.

Desculpem-me
Por andar sozinho ou calado
E por ser de fato alguém tão sentimental
Mas creio ser esse o caminho
Que me conduzirá a quem sou afinal.






Rodrigo Costa Lima