sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

SONHOS PROSCRITOS



Ode Ao Amor

Curar a dor
É o mesmo que desejar
Rasgar o tempo
Incidir sobre os segundos
(Re)unir palavras
Diminuir pausas
Beber o escuro
Florescer no outono.

Bato a porta do silêncio
Sem haver luta,
Saio ferido.
As flores não aquecem
Não percebo a lua
Encontro-me perdido.

As coisas estão em órbita
Giram em torno às palavras
Os olhos precipitam
E o inverno decide cair.

Posso ser
Ou passo a ser
Passa...
Tantas alcunhas caberiam agora
Nenhuma importa
Nada consola.

Trajetória perdidas
Epítetos proscritos,
Da mesma história.

Ao final,
Tudo torna-se aproximações
Dos nossos momentos
Vividos e agora, pouco a pouco esquecidos
Recontados, parecerão retratos
Que nada falam
Aos laços cativos.

Rodrigo Costa Lima


quinta-feira, 24 de outubro de 2013

INSTRUMENTOS DO SONHAR



Procurei algo
Adormecido em mim
Coragem, otimismo, perseverança, fé...
Algo que devolva a minha face um sorriso
Sem a timidez de quem o é.

Sem o tom mirabolante
Ou inalcançável
A simplicidade para acreditar em algo
E fazer acontecer.

A vida é assim
Você se encontra no mundo
Restabelece metas e prioridades
E tem a dignidade para vivê-las.

Caso contrário 
Vai achar o tempo todo
Que está em busca de algo que já encontrou
E não teve dignidade para concretizar.

Crise existencial só existe para quem sabe o que quer
O resto é egoísmo e preguiça,
Resumindo, é frescura mesmo.


(Rodrigo Costa Lima)

terça-feira, 22 de outubro de 2013

MEU SONHO



O Silêncio que Conforta

Por que ousam perguntar ao poeta
Se ele verdadeiramente ama?
Mal ele sabe ao certo, o motivo e a força das palavras
Por que ousam questionar?

Por que ousam questionar ao poeta
O motivo de seus sonhos?
Se nem ele sabe ao certo o que lhe faz viver
Apenas encontra no breu, a agonia, a companhia
A loucura que o faz sofrer.

Por que ousam indagar o poeta
O motivo de tanta tristeza?
Se mal ele sabe ao certo o que o olhar procura,
Devido a tanta incerteza
Ou por que procura o olhar
E ainda, por que procura olhar...

Por que ousam interrogar o poeta
As razões de seu ofício?
Dirá ele meio desconcertado e oprimido
Desconhecer as razões
Pois vive ele de loucuras e ilusões
Encontrando sentimentos perdidos
Encontrando o amor onde está esquecido
Vendo alegria em um mundo deprimido
E por fim, chorando sozinho...
Em um canto esquecido.


Rodrigo Costa Lima

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

VIVER O SONHO



Vagueio caminhos 
Distantes, distintos 
Estou em busca
Do que fui.

Percorri horas impensadas
Palavras mal postas
Estratégias ignoradas.

Hoje parto em busca do que fui
Sem reviver o passado
Parto em busca de valores e pensamentos abandonados.

Hoje, reaprendo a conquistar
Reafirmo o sorrir
Na dignidade do que sou
Volto a fluir.

Rodrigo Costa Lima

sábado, 28 de setembro de 2013

SONHAREI...




Onde (r)estou?
Onde?
Caminhos munidos de imperfeição
E os dias são de tristeza e aflição
Aflito não reflito
Atordoado entristeço
Acuado emudeço.
Apenas estou...
Em breve, eu vou.


Rodrigo Costa Lima