quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

SOM NHAR



Fale-me da balada
Fale-me da euforia
Fale-me até de amor
Mas por favor
Não meça seu erotismo exacerbado
Com meu canto
Meu fado sentimental
Mostre-me sua cantoria
E dar-te-ei a fantasia
Sonhos, entardecer, luas
Lutas, ideais
Mostre-me as tuas pobres rimas
As quais nem se quer raciocinas
E dar-te-ei emoção, inspiração
De compor sem ser vulgar
Ser erótico sem perder a paixão
Mostre-me seus refrões manjados
Sem nenhum pudor
E dar-te-ei respeito, sensibilidade
Fale-me de um tempo que não volta mais
Diga-me estar na contramão
A arte realmente é livre
E ela incide em quem a contempla
Entretanto, causa-me tristeza tamanha contradição
Entre o que é cantado e o que pretendido
Podem ser apenas versos em tantos ritmos
Aparentemente inofensivos
Mas que iluminam vários mundos
Com seus jingles vazios.


Rodrigo Costa Lima

domingo, 16 de dezembro de 2012

SONH(A)MAR




Quem tenta definir o amor, acredito que pouco sabe vivê-lo. Ele não comporta definições, aproximações quem sabe, ranhuras ao longo do todo. Quem o define demasiadamente, tentando impor a ele rótulos, perde-se em si mesmo dada a multiplicidade de facetas presentes no mesmo nuance. Não o cerque como se pudesse estabelecer um contrato inviolável para suas certezas mórbidas, as quais, nem você mesmo acredita, e pretende que o outro as respeite. Viva com Amor, partilhe seu Amor, não permita que o seu amor seja o sacrifício imponderável a outra existência, ninguém merece sofrer em vão. Se encontre em cada momento e viva-o com tamanha grandeza presente apenas na simplicidade. As pessoas gostam de alardes, declarações públicas de afeto, mas poucas vezes dignificam seus prólogos cansativos e incertos.

BILHETE
Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...
(Mario Quintana)

A perfeição dos imperfeitos. Do aprender... a gostar, a amar, a entender, a admirar, a perdoar. Melhorar a cada dia, por realmente acreditar que valha a pena. Pela noção de quão maravilhoso é o dia, ao lado da pessoa que o transborda de bondade, que irradia paz por onde anda, e mesmo no silêncio do olhar você descobre algo especial que cativa. Tão sublime e verdadeiro que nenhum medo é capaz de penetrar, onde tudo se renova e a maior prova é sua própria vida, naturalmente cheia de graça, grata pelos momentos, fiel aos sentimentos e ao que esta pra chegar.

Acontecer, sem prever ou precaver, viver, coração, de...

Rodrigo Costa Lima

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

SONHOS PARTICULARES



Palavras Cruzadas

Estrada
Caminhada
Vida
Aliada
Alheia
Estreita
Arredia
Crítica
Cretina
Coletiva
Foto
Fato
Fotografia
Marco
Matilha 
Ventania
Verbete
Poema
Poesia
Encanto
Encontro
Alegria
Ínfimo
Íntimo
Fantasia
Chegada
Partida.

Rodrigo Costa Lima

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

SONHO PESSOAL



A beleza é nossa alma refletida em algum lugar.

(Rodrigo Costa Lima)

terça-feira, 9 de outubro de 2012

FELICIDADE PARA SONHAR




Escolhas ou alternativas?
Qual você tem seguido?
Reais ou paliativas?
O que tem predominado em sua vida?

Somos escolhas
E fazemos escolhas
O que fazemos delas?
Foram realmente sinceras?

Sabe aquela estrela que brilha lá no fim
Presa no olhar
Apesar do medo
Autêntico guardião de nossas verdades
Você sente vontade de senti-la pulsar
De buscá-la
Mas tem receio de tocar...

Aquela chance
O momento, o lance
Bocas e corações no ritmo agudo do desejo
Esperam o limiar silêncio,
O beijo.

Não arrume desculpas
O medo é toda culpa
De tentar
De ferir
Se entregar
Se sentir culpado caso tudo dê errado
Guardar um segredo tolo
Insosso
Que serve apenas para nos sufocar
E no fundo não há serventia
A não ser a covardia
Do não viver-estar.

A vida é mesmo trivial
E cheia de possibilidades
Mas não há nada de relativo nisso
Escolhas são os caminhos que trilhamos
E pagamos inevitavelmente por elas
Todas elas mudando nossa vida para sempre
Não se trata de fatalismo
É apenas a realidade do findo homem
Ou tomamos nossas escolhas
E pagamos o preço que são, por quem somos, por nossa felicidade
Ou permaneceremos estáticos, nos sentindo sempre incapazes
Derrotados sem começarmos de fato a luta
Querendo ou não, nossas escolhas diárias modificam nosso futuro.
E não há nada de mais derradeiro do que isso.

Então fala pra flor desabrochar
Mostra pra ela a primavera ao redor
E que seu coração permanentemente deixou de captar
Vai!
Pede pra flor desabrochar
Mostra pra ela a vida que habita aqui fora
Mas não demora
Que a estação dos tempos depende do outono em cada olhar.

Flor pode desabrochar
O que é verdadeiro
É eterno
Honesto
O resto,
É efêmero
Espectro instantâneo dos segundos
Rascunhos
Feitos de próprio punho
Ao limiar das horas.

Quem sabe a canção não dita
Seja a mais repetida
Viva em seu pensamento
A valsar a deriva
Feito brisa
Na laranjeira.

Alegria vem e me faz feliz
Não me impele a obrigatoriedade de sempre ter que acertar
Me pede gana e coragem
Simplicidade e honestidade!
Vai (re)constrói seus sonhos, seu mundo
Areja tua alma
Habita em ti a luz capaz de iluminar teu futuro
E eu juro nunca duvidar
Deste tenro ensinamento que me traz esperança e constância
Naquilo que vivo sem realmente acreditar!

Deixe tudo acontecer sem que o medo sufoque
O que os bons sentimentos se encarregaram de construir
Deixa o coração bater
E beber da poesia
Sem a obrigações ou expectativas
Deixe fluir a vida
Isso é plenamente em viver
Investir, criar, se permitir
Sem a pressa que meça
Nosso caminhar.

Rodrigo Costa Lima