domingo, 29 de março de 2009

SONHO ATEMPORAL


Sentido o Tempo

Devia ser o que não sou
Havia festa, não havia cor
Sobravam sonhos, faltava amor
Haviam olhares, sobrava pudor.

Haviam flores que o tempo esmagou
Haviam lembranças, mas nada restou
Haviam marcas que a vida apagou.

Havia o não haver
E o pulsar transmutava o sentir
Haviam sorrisos
Haviam gritos
Haviam silêncios
Haviam gemidos.

Eis que o tempo não retrocedeu
O que era forte e imponente envelheceu
Por entre as dores, flores, gemidos e gritos estou eu
Enganado o destino
Sofrendo e me perdoando
Por aquilo que nunca ocorreu.

Rodrigo Costa Lima

segunda-feira, 16 de março de 2009

SONHOS FRAGMENTADOS



POEMINHA PRA DEPOIS


Abraços, beijos
Embaraços...
Sonhos, dúvidas

Percalços...

Desejos, desencontros
Relapsos.

Rodrigo Costa Lima

P.S.: Imagem retirada de http://www.meridies-nola.org/galleria/alexandradepinho

quinta-feira, 5 de março de 2009

AMPARANDO SONHOS


Paralelas da Consolação

Já é manhã
E o dia risca-se de risonhas cores

O silêncio nos desperta pouco a pouco

A solidão e a saudade nos remetem as dores.


É verdade, ainda persistem as flores
Tomo meu copo diário de lições de vida
Aprendo a errar menos
Na imensidão das estradas que percorro
Sem saber se vou chegar.


Tudo passa tão depressa
Me de sua mão
Estamos indo...
Ao encontro do fim!

Rodrigo Costa Lima

sábado, 28 de fevereiro de 2009

SONHEI



Ao Que Tudo Indica

É verdade,
O tempo passou contra minha vontade
O que aprendi quando criança
Não parece ter importância nessa idade.


É verdade,
Já tenho pelos que cobrem meu rosto
Já sou adulto...
Mas o elo da infância ainda perdura
E o choque entre essas criaturas
Faz desse momento, ponto de transição
E de intensa loucura.


O que me falavam sobre sinceridade
O que me diziam sobre honestidade
Nada disso parece fazer sentido
Meu Deus, o que fizeram de mim nessa idade?


É verdade,
Ainda não me encontrei
Ser adulto acarreta certas responsabilidade
Mas esta vira com a maturidade
Porém, olham apenas a idade
Que se acresce com o tempo
Que se passa sem a minha vontade.


E nesse período conflituoso
Procuro encontrar um ponto de equilíbrio
Entre a vida e adulto e o que aconselha o menino
Não sei onde ele está
Porém, o tempo está a passar.


E por não me encontrar
Acho melhor me distanciar
E me calar...
Já não sei expressar meu carinho
Tão pouco demonstrar o que sinto
Desculpe se não consigo ser seu sonho mais colorido
Confesso estar um pouco perdido.


Tenho chorado constantemente
Pensando sobre meu destino
E dos planos que outrora tracei
Poucos são os caminhos
Sei apenas que devo caminhar
E mesmo que não queira, o tempo está a passar.


Não sei se me compreendeu
Ou se fiz apenas mais uma confusão
Tenho medo, é verdade
Mas não sou covarde
Entendo que até o adulto mais convicto sente saudade
Dos momentos de sua infância
Onde o mundo se cobria de esperança e bondade
Pois hoje ao despertar
Ele chora, descobrindo que aquilo que vivera nunca fora verdade.


Rodrigo Costa Lima

sábado, 31 de janeiro de 2009

SONHO AO INTERIOR


Romaria

Não me fora dado
O poder de mudar destinos
De voltar no tempo
Nem tão pouco diminuir essa dor
Que há tempos sinto.

Não me fora dada chance alguma
E nem a vida ousou me ver feliz
Vivo assim o tempo que tortura
Uma desventura sem fim.

Só me fora dado o dom de sentir
De calar e sorrir...
Transmutar a dor em força motriz
Dos sonhos que tive, compondo a vida que um dia quis.

E para terminar
Agradeço a atenção
A palavras pouco vivas, mas repletas de emoção
E a vida que se perde em cada esquina
Renasce esplendorosa no final de cada estação.


Rodrigo Costa Lima