sábado, 28 de fevereiro de 2009

SONHEI



Ao Que Tudo Indica

É verdade,
O tempo passou contra minha vontade
O que aprendi quando criança
Não parece ter importância nessa idade.


É verdade,
Já tenho pelos que cobrem meu rosto
Já sou adulto...
Mas o elo da infância ainda perdura
E o choque entre essas criaturas
Faz desse momento, ponto de transição
E de intensa loucura.


O que me falavam sobre sinceridade
O que me diziam sobre honestidade
Nada disso parece fazer sentido
Meu Deus, o que fizeram de mim nessa idade?


É verdade,
Ainda não me encontrei
Ser adulto acarreta certas responsabilidade
Mas esta vira com a maturidade
Porém, olham apenas a idade
Que se acresce com o tempo
Que se passa sem a minha vontade.


E nesse período conflituoso
Procuro encontrar um ponto de equilíbrio
Entre a vida e adulto e o que aconselha o menino
Não sei onde ele está
Porém, o tempo está a passar.


E por não me encontrar
Acho melhor me distanciar
E me calar...
Já não sei expressar meu carinho
Tão pouco demonstrar o que sinto
Desculpe se não consigo ser seu sonho mais colorido
Confesso estar um pouco perdido.


Tenho chorado constantemente
Pensando sobre meu destino
E dos planos que outrora tracei
Poucos são os caminhos
Sei apenas que devo caminhar
E mesmo que não queira, o tempo está a passar.


Não sei se me compreendeu
Ou se fiz apenas mais uma confusão
Tenho medo, é verdade
Mas não sou covarde
Entendo que até o adulto mais convicto sente saudade
Dos momentos de sua infância
Onde o mundo se cobria de esperança e bondade
Pois hoje ao despertar
Ele chora, descobrindo que aquilo que vivera nunca fora verdade.


Rodrigo Costa Lima

sábado, 31 de janeiro de 2009

SONHO AO INTERIOR


Romaria

Não me fora dado
O poder de mudar destinos
De voltar no tempo
Nem tão pouco diminuir essa dor
Que há tempos sinto.

Não me fora dada chance alguma
E nem a vida ousou me ver feliz
Vivo assim o tempo que tortura
Uma desventura sem fim.

Só me fora dado o dom de sentir
De calar e sorrir...
Transmutar a dor em força motriz
Dos sonhos que tive, compondo a vida que um dia quis.

E para terminar
Agradeço a atenção
A palavras pouco vivas, mas repletas de emoção
E a vida que se perde em cada esquina
Renasce esplendorosa no final de cada estação.


Rodrigo Costa Lima

domingo, 14 de dezembro de 2008

QUESTINANDO SONHOS



Ao Silêncio que Conforta

Por que ousam perguntar ao poeta
Se ele verdadeiramente ama?
Mal ele sabe ao certo, o motivo e a força das palavras
Por que ousam questionar?

Por que ousam questionar ao poeta
O motivo de seus sonhos?
Se nem ele sabe ao certo o que lhe faz viver
Apenas encontra no breu, a agonia, a companhia
A loucura que o faz sofrer.

Por que ousam indagar o poeta
O motivo de tanta tristeza?
Se mal ele sabe ao certo o que o olhar procura,
Devido a tanta incerteza
Ou por que procura o olhar
E ainda, por que procura olhar...

Por que ousam interrogar o poeta
As razões de seu ofício?
Dirá ele meio desconcertado e oprimido
Desconhecer as razões
Pois vive ele de loucuras e ilusões
Encontrando sentimentos perdidos
Encontrando o amor onde está esquecido
Vendo alegria em um mundo deprimido
E por fim, chorando sozinho...
Em um canto esquecido.

Rodrigo Costa Lima

domingo, 30 de novembro de 2008

SONHOS AO AMANHECER



O Inverso do Ocaso

O dia cobria-se de rosa-lilás
Pequenas partículas de chuva, quase imperceptíveis
Tocavam a cidade
Garoa fina, mas trazia vida em seu breve furor.

Pus-me a caminhar
Por esse ambiente silencioso e vazio
Era tarde, a chuva tocava meu rosto
Havia frio
E a alma se lançava a amplitude do sentir...

Os braços soltos
Os olhos dispersos, perdidos ao horizonte
Um simples mortal experimentando a vida
Em seus pecados e ambições
Por entre seus medos caminhava
E em seu silêncio procurava encontrar explicações.

O sabor do belo, do ocaso das estações
Minha estrela não era de ninguém
Aos pés do céu seguia o meu pensamento
Os meus amigos pensamentos
Eu querendo um mundo melhor
Uma vida que se possa ser , sê inteiro !

Eu encontrei o berço dos meus sonhos
Que eram o destino dos meus amores
Da minha forma de querer abraçar o infinito.




Rodrigo Costa - Alan Caeiro (Poeta dos Montes)

domingo, 23 de novembro de 2008

SONHOS CALMOS



Receita do Bem Viver

Deixa o tempo ruir o silêncio
E a saudade invadir o teu peito
Deixe hoje, o mundo como está
Deixe os olhos enamorarem outro olhar
Deite na grama, hoje é dia de luar.

Festeje cada momento, eles estão sempre a passar
Comece a sorrir ao invés de chorar
Prefira sentir ao invés de falar
Apenas ame sem medo de amar.

E a beleza, onde está?
Vem do saber olhar
De mãos dadas com a criança que há em nós
Pois a felicidade é nossa maior riqueza
Não o contrário,
Ela nos vem da certeza
De termos aproveitado os humildes momentos
Encarando-os de fato, como grandes acontecimentos.


Rodrigo Costa Lima