terça-feira, 22 de outubro de 2013
MEU SONHO
O Silêncio que Conforta
Por que ousam perguntar ao poeta
Se ele verdadeiramente ama?
Mal ele sabe ao certo, o motivo e a força das palavras
Por que ousam questionar?
Por que ousam questionar ao poeta
O motivo de seus sonhos?
Se nem ele sabe ao certo o que lhe faz viver
Apenas encontra no breu, a agonia, a companhia
A loucura que o faz sofrer.
Por que ousam indagar o poeta
O motivo de tanta tristeza?
Se mal ele sabe ao certo o que o olhar procura,
Devido a tanta incerteza
Ou por que procura o olhar
E ainda, por que procura olhar...
Por que ousam interrogar o poeta
As razões de seu ofício?
Dirá ele meio desconcertado e oprimido
Desconhecer as razões
Pois vive ele de loucuras e ilusões
Encontrando sentimentos perdidos
Encontrando o amor onde está esquecido
Vendo alegria em um mundo deprimido
E por fim, chorando sozinho...
Em um canto esquecido.
Rodrigo Costa Lima
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
VIVER O SONHO
Vagueio caminhos
Distantes, distintos
Estou em busca
Do que fui.
Percorri horas impensadas
Palavras mal postas
Estratégias ignoradas.
Hoje parto em busca do que fui
Sem reviver o passado
Parto em busca de valores e pensamentos abandonados.
Hoje, reaprendo a conquistar
Reafirmo o sorrir
Na dignidade do que sou
Volto a fluir.
Rodrigo Costa Lima
sábado, 28 de setembro de 2013
SONHAREI...
Onde (r)estou?
Onde?
Caminhos munidos de imperfeição
E os dias são de tristeza e aflição
Aflito não reflito
Atordoado entristeço
Acuado emudeço.
Apenas estou...
Em breve, eu vou.
Rodrigo Costa Lima
sábado, 7 de setembro de 2013
domingo, 1 de setembro de 2013
APALAVRAR SONHOS
Conversação
Fiz minha vida de letras e pensamentos
Como foi bom saboreá-los
Cada qual trouxeram-me a noção perfeita da imperfeição
Do caos apaziguador.
Fiz de letras, escudos
Muros silenciosos e resistentes
Fiz das letras, dos sentimentos
Escrevi a hora de tantos segundos
E flui...
Fiz, faço e sou feito
De letras, pensamentos e emoção
Minha vida é uma breve biografia
De tudo que experimentei-sonhei
Sem haver motivo, juízo ou explicação.
Sou livre em meus pensamentos
Alheios ao tempo,
Livram-me de explicações infinitas
Quando a poesia é contemplação.
Rodrigo Costa Lima
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