
Existem lugares e ocasiões onde
me sinto mais avontade... É engraçado perceber isso. Momentos em que consigo
ser apenas eu, sem nenhum fingimento ou hesitação... A vida em estado puro, em
harmonia plena. Nessas horas tudo flui, ao invés da obrigatoriedade do tempo
que passa. Parecemos ser donos do existir sem passividade ou medo.
A alma
transborda em felicidade, nos sentimos tão bem e confiantes, não há euforia, e
sim uma calma pacificadora. Conseguimos sentir cada olhar, nos deixamos tocar,
sabemos enfim o que é amar... Eu pensei traçar um paralelo comparativo, entre
esses momentos de plenitude e recolhimento, mas a única diferença entre eles é
o meu estado de espírito.
Quando estamos tristes, amargurados, o tempo se volta
contra nós, ele insiste em não aceitar que o desperdicemos com infantilidades,
egoísmo ou vaidades. Ele pede vigor, enseja simplicidade, ele pede para ser
vivido, não para ser temido! Quando fazemos da nossa vida um jogo passivo de
esperar, deixamos de perceber sua imensidão, a grande beleza e força de
existir, o sutil encanto dos momentos errantes indo para nunca mais... Descobri
(e tenho muito a aprender) a face áurea do bom humor, da paciência, da
tolerância, enfim redescubro o amor, o altruísmo em sua essência... Atinjo por
conseqüência um nível a mais de sabedoria e maturidade.
Não deixe a tristeza
tomar conta do seu interior, ela anda acompanhada com o egoísmo. Ei! Que tal
aquele sorriso agora? Não, não esse aí sem vontade! Olhe para a vida, para a
graça de estar bem, com saúde, de poder correr atrás dos seus sonhos! Ei, pode
parecer besta isso, mas procure uma flor, uma planta ou mesmo uma pessoa! Dê um
sorriso verdadeiro, com vontade, sem medo, deixe a VIDA te tocar, deixe o que
passou passar, vamos recomeçar! Aprender a cada dia o belo dom de CATIVAR!
Rodrigo Costa Lima